Quando viver implica Poesia
- Começa o dia
Tábua rasa, vida cessa
Choro intermitente ria
A água vira, transborda seca
Sob o sol ardente de uma manhã rotina
Pela noite alta de um verão espera
Acorde
Grita alto pra calar o dia
Crepita a madrugada onda
Soa tênue, resbalada
Esqueleto falso de pedra-pomes
Urge fresco, quer acordes
Seja vida, tom, seja fraude
Senão temes, sejas Forte
Se não for-te, temos sejas
Algo ardente e vira sorte
Do sonho que me sustenta
Sou fogo allegro
Seu vento seco
Corta
Sou água brota
Sossego cessa, acorda surdo
Peso-pena cego fraco e morre.
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